A cada estação uma emoção, venha Florescer com Pâmella Duarte.

O ano tem 4 estações recorrentes que são Primavera, verão, outono e inverno. A cada estação estação todas tem uma características que marcam essas fases do ano.

Na Primavera onde tudo fica muito lindo, as flores começam a ter vida, desabrochar, saltar e se renovar. Pegando forças do pré aquecimento que sucede na próxima estação, o Verão. A primavera começa em torno de 21 de setembro e tendo seu término em dezembro. O verão surge, com seus raios ultravioletas mais intensos, isso se dá ao motivo do hemisfério sul que é o nosso, está mais próximo ao sol. O verão começa em dia 21 de dezembro, tendo seu término em março. Logo dá origem ao outono. Marcado pela caídas das folhas das arvores. É a estação que faz com que a natureza se prepare pra próxima estação que virá, reduzindo a duração dos dias e gradativamente baixando sua temperatura. O outono começa dia 21 de março e tendo seu término em junho. Chega o Inverno, a estação do frio. O dia se torna mais curto e os termômetros se mantêm baixos. É a época da elegância, onde roupas são mais usadas, casacos, cachecóis e botas. O Inverno tem seu inicio em em 21 de junho e terminando em setembro, mês onde recomeça os ciclos, com a Primavera.

Assim a designer de moda Pâmella Duarte se inspirou no poder das 4 estação e também se baseando nos estudos de visagismo de Philip Hallawell correlacionando as estações ao tipos de pele, ‘‘ O frescor das peles vibrantes e douradas combinam com as cores da primavera, época das flores. As peles exuberantes, avermelhadas, se harmonizam com as cores do outono, a estação das folhas caídas. peles rosadas combinam com as cores mais claras de verão, enquanto as peles amareladas ou pálidas vão bem com as cores frias e intensas do inverno.’’

Surgiu então a ideia de trazer a metamorfose das flores nas estações e relacionando a esses estudos, dando começo a sua coleção intitulada ‘Florecer’. Pâmella traz nessa coleção a delicadeza das flores, a beleza pura e exótica, a essência de cada uma, além de trazer a essência do feminino e transmutando para seu mundo frutificar um ideal visível em sua coleção.

No seu ‘buquê’ ela desenvolve peças leves e delicadas, combinadas com estampas e cores suaves e em tons pasteis. Mas a principal imagem que ela transferi para nós é uma mulher doce, pura, com ternura e simpatia. Por mais que achem, não são características que toda mulher possui. É justamente nesse nó que a Pâmella aperta. Uma mulher que não se encontra em qualquer lugar.

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Na ilustração de sua coleção ela mostra bem o uso de estampas e misturando cores tom pastel.

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Logo aqui temos o vídeo de sua coleção.

Depois de perder o fôlego no embalo das 4 estações, a coleção da Pâmella trouxe o nascer das flores, o sopro de outono, o frescor de inverso e a radiante luz do sol diante dos nossos olhos. Quero agradecer-lhe Pâmella pelo espaço dado a mim, de mostrar seu trabalho. Obrigado.

Encerro por aqui esse post de hoje, espero que tenham gostado, dê sua opinião nos comentários. Kisses.

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A casa das sete mulheres também tem moda de Maryel Ojeda

A minissérie da globo – A casa das sete mulheres – foi exibida entre 7 de janeiro a 8 de abril em 2003. A série se passou entre os acontecimentos em meados de 1830, durando 10 anos. Com o descontentamento politico a guerra dos farrapos (ou Revolução de Farroupilha)  foi um conflito regional contrário ao governo imperial brasileiro e com caráter republicano. Sendo assim no drama da Rede Globo percorre todo esse acontecimento na visão das mulheres da família do líder dos farrapos.

Então essas mulheres passam a se refugiar em uma estância onde esperam todo esse conflito acabar e aguardam seus homens de volta. A historia se conduz baseado nas anotações de Manuela em seu diário, mostrando todo convívio dessas sete mulheres.

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Imagens de inspiração para sua coleção

A história é uma adaptação da obra homônima de Leticia Wierzchowski, que na direção da Rede Globo tem a autoria de Maria Adelaide Amaral e Walther Negrão. (Fonte: Rede Globo)

Através disso, a designer de moda Maryel Ojeda optou por esse tema para desenvolver o tema de sua coleção com uma pegada retrô, porém dando seu toque especial.

Com peças desenvolvidas através desse cenário de guerras, ela traz toda a delicadeza x brutalidade da época. Isso fica explicito quando ela trata de forma elegante os trabalhos feitos da sua forma mais pura com toque artesanal.

Toda trabalhada com rendas sianinhas, bordados e crochê, a coleção de Maryel Ojeda ainda traz nas suas shapes, cintura marcada e mangas flare. Além de utilizar saias rodadas nas suas formas mais curta até um pouco mais longa, trazendo sua textura e composição de tecidos de algodão, dando alusão a arquitetura e relevo do lugar que se passou na época.

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Croquis de sua coleção.

 E temos algumas peças da coleção – A casa das sete mulheres

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Reparem na suavidade de sua coleção, por isso e outros motivos que me encantaram pra trazer essas beldades pra compartilhar com vocês. Maryel, minha amiga, obrigado por disponibilizar de sua obra pra mim poder compartilhar com todos.

Fiquem ligados, pois ainda continuaremos essa série de coleções de designers pra vocês. Kisses, kisses. ❤

 

Luxo com Alfaiataria Feminina, de Vivian Beder.

Quando falamos em alfaiataria logo pensamos em uma alfaiate fazendo uma roupa masculina sob medida. Há um tempo atras podíamos se referir dessa forma, porém, hoje em dia a definição tomou uma nova forma.

Essa técnica teve inicio no final da idade média, lá em meados do século XII inicialmente apenas para homens. Contudo no começo do século XVI as mulheres começaram a arriscar usar peças masculinas de alfaiataria, tendo até registro da rainha Elizabeth I, retratada em um quadro usando Gibão, peça masculina da época – uma especie de paletó acinturado com uma pequena basque. No começo do século XIX a alfaiataria começou a ser introduzida com mais força na indumentaria feminina popularizando o uso de duas peças no guarda roupa feminino (denominando Tailleur uma espécie de conjunto). Vestia-se uma blusa sob um casaquinho com basque e, por baixo, uma saia longa.

Logo mais tarde na primeira guerra mundial, com a ida dos homens pra guerra, as mulheres passaram a adquirir peças de alfaiataria por causa de suas necessidades de assumirem o posto dos homens em seu trabalho.   Adotando então a calça de alfaiataria para a facilitação de sua movimentação nos campos de trabalho.

Nos anos 20 com a chegada de Chanel o cenário teve uma influencia muito forte da estilista, trazendo o novo estilo de Tailleur; um casaquinho solto com uma saia reta abaixo dos joelhos, confeccionado em Tweed -tecido usado em peças masculinas- ficando até hoje um clássico atemporal e além disso firmando o uso de calças pelas mulheres.

E novamente nos anos 40 as mulheres substituíram os homens no trabalho com a chegada da segunda guerra mundial e adotando peças alfaiate.

No final dos anos 40 chegou o new look, de Christian Dior, um clássico que permaneceu até meados dos anos 50. Dando espaço para Yves Saint Laurent com o lançamento do terninho feminino. Conquistando todas mulheres da época. Chegando então ao anos 80 onde se firmou esse tipo de Tailleur, pois as mulheres estavam querendo seu espaço no mercado de trabalho.

Sendo assim, com toda essa historia, a definição de alfaiataria mudou-se. Passando de peças feitas sobre medida e exclusiva para uma determinada pessoa e ainda tendo um acabamento impecável a peças confeccionadas com o mesmo acabamento, porém em medidas padrão, como 36, 38, 40, 42 e etc. Mas ainda assim mantendo sua qualidade em cortes retos e modelagens que se adeque ao corpo de forma esplêndida.

ALFAIATARIA MODERNA

Exemplo de alfaiataria feminina, nos tempos atuais.

Chegamos então a coleção da Designer de moda Vivian Beder, que, também tem um blog de moda homônimo -deixo o link abaixo do post-, escolheu esse como tema da sua nova coleção.

Toda inspirado na alfaiataria feminina moderna, Vivian buscou abordar em seu coleção todas as condições desse mundo alfaiate. Utilizando das técnicas, ela traz de uma forma renovada a seriedade do mundo executivo com a delicadeza de uma mulher e com um toque sensual nas peças.

Na proposta Primavera verão, ela vem com modernidade, além dos tons coloridos, o preto 0 branco e a transparência – acentuando assim seu diferencial- e trazendo também peças chaves como coletes e blazers.    Inclusive trazendo harmonia e seriedade em todas as suas peças. Visando também todo conforto, a mulher que veste suas peças terá comodidade e beleza explicitas em suas lindas peças da coleção.Vivian1Vivian2

E agora vamos a algumas peças da coleção ‘Alfaiataria Feminina’.

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Vivi Beder usando uma peça de sua coleção(no meio com a peça rosa), junto com suas modelos.

Apresentando o frescor da alfaiataria feminina, Vivian traz além de tudo sua personalidade e carisma em sua coleção, transparecendo sua identidade e estilo. Quero agradecer esse espaço que eu A.Levino tenho através do consentimento da minha amada amiga Vivian Beder, e saudar esse lindo trabalho e fiquei honrado por ter lembrado de mim quando me convidou para a apresentação. Muito Obrigado amiga pela oportunidade e que você continue nesse caminho maravilhoso que estou torcendo muitíssimo por você.

Pessoal, acabamos por aqui, depois dessa matéria longa- porém maravilhosa- aguardo vocês para o próximo trabalho que apresento amanhã aqui no blog. Kisses e Kisses.

Link blog Vivi Beder: http://vivianbeder.blogspot.com.br/

ClothÏnk – Think it, Clothe it & Ink

Blog de Moda

https://clothinkblog.wordpress.com/